domingo, 31 de agosto de 2003

Quem matou Inês: A sina de Inês de Castro

Para acabar de vez com a curiosidade, com a inquietação daqueles que desejam saber a origem do dito popular “Inês é morta”, segue pois um breve texto que visa elucidar o mistério e quiçá despertar o interesse da nossa comunidade em conhecer um pouco mais com o mundo literário:

Filho do Rei Afonso IV e casado com D. Constança, Dom Pedro, Príncipe de Portugal, se apaixonou por Inês de Castro, dama de companhia de sua esposa e filha bastarda de um nobre português. Com a morte de D. Constança, D. Pedro, futuro Rei de Portugal, quis selar seu amor com Inês que fora morar em Coimbra às margens do Rio Mondego. O príncipe pretendia fazer dela sua rainha.

Temendo pela sucessão do trono que seria de seu neto, filho de Constança e insuflado pelos nobres que temiam uma influência castelana, O Rei Afonso IV tenta induzir e conduzir o filho a um casamento que obedecesse às conveniências políticas de Portugal e não ao coração. Para lograr êxito, o Rei manda buscar Inês para que seja executá-la.

Inês é levada com seus filhos perante o Rei por seus terríveis verdugos. Depois de ouvir a sentença, ela ergueu os olhos aos céus e disse:

"Até mesmo as feras, cruéis de nascença, e as aves de rapina já demonstraram piedade com as crianças pequenas. O senhor, que tem o rosto e o coração humanos, deveria ao menos compadecer-se destas criancinhas, seus netos, já que não se comove com a morte de uma mulher fraca e sem força, condenada somente por ter entregue o coração a quem soube conquistá-lo. E se o senhor sabe espalhar a morte com fogo e ferro, vencendo a resistência dos mouros, deve saber também dar a vida, com clemência, a quem nenhum crime cometeu para perdê-la. Mas se devo ser punida, mesmo inocente, mande-me para o exílio perpétuo e mísero na gelada Cítia ou na ardente Líbia onde eu viva eternamente em lágrimas. Ponha--me entre os leões e tigres, onde só exista crueldade. E verei se neles posso achar a piedade que não achei entre corações humanos. E lá, com o amor e o pensamento naquele por quem fui condenada a morrer, criarei os seus filhos, que o senhor acaba de ver, e que serão o consolo de sua triste mãe."

Tocado por essas palavras, o Rei já pensava em absolver Inês, quando os verdugos, que defendiam a execução, sacaram de suas espadas e a degolaram.

Tal fato ocorreu em 1355 e segundo a lenda que D. Pedro, inconformado, mandou vestir a noiva com roupas nupciais, sentou o cadáver no trono e fez os nobres lhe beijarem a mão. A infeliz foi rainha depois de morta, daí falar-se que "agora Inês é morta!".

Na verdade, D. Pedro manda transladar o corpo de Inês do mosteiro com pompas de rainha para o mosteiro de Alcobaça em 1361, quando já era rei. Portanto, seis anos após o assassinato.

Ao subir ao trono D. Pedro conseguiu que outro Pedro, o Cruel, rei de Castela, lhe entregasse os homicidas, que para lá fugiram, pois os dois monarcas tinham um pacto de devolver um ao outro os respectivos inimigos.

Para imortalizar seu amor por Inês, D. Pedro jurou em presença de sua corte que se havia casado clandestinamente com ela, transformando-a, dessa maneira, em rainha após a morte. Desde o século XV até os nosso dias vários poetas homenagearam Inês de Castro. Camões o faz em "Os Lusíadas".
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Fonte: www.secrel.com.br/jpoesia/camoes01.html, 1999.

Cinco anos de vida em prol do samba!

Como cantou Cassiano (os da antiga se lembram) “Mais um ano se passou...” E não é que lá se vai, já, quase umgrande compositor e instrumentista Argemiro ano! Pois bem. Estamos desde então iniciando a corrida para a preparação da festa do 5º Aniversário do Projeto Nosso Samba de Osasco – um qüinqüênio de vida. Por hora, cabe-nos informar que os preparativos já começaram e que pretendemos obter o mesmo sucesso do evento anterior.

Como da outra vez, haverá homenageados e, decerto, estes serão pessoas ligadas ao universo do samba paulista. Os nomes, estaremos divulgando em momento oportuno e esteja certo(a), você participante das nossas reuniões quinzenais, de tratar-se-ão de baluartes da nossa cultura.
O convite está feito, a data é 05.10.2003 e maiores detalhes serão divulgados no decorrer do tempo que nos separa do grande dia, certo?!? Até!!!

Selito SD

Falece Almir Chediack

Mais uma triste notícia para a música. No dia 25 de Maio, o produtor musical Almir Chediak foi assassinado. Ele que nasceu em 1950, na Cidade do Rio de Janeiro. Com 13 anos de idade já tocava violão, depois de ter estudado com Dino sete cordas. No Centro Musical Almir teve alunos ilustres como: Tim Maia, Gal costa, Nara Leão entre outros.

Em 1984 ele entrou no mercado editorial, lançando o dicionário de acordes cifrados. Três anos depois, fundou a Lumiar, sua própria editora, que tornou-se sinônimo de publicação de Song books.

E assim a música fica órfã de um grande músico, professor, empresário e historiador. E fica aqui expresso o sentimento do Projeto Nosso Samba de Osasco.