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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Projeto Nosso Samba na cadência e na malícia...

Movimento Cultural PROJETO NOSSO SAMBA de Osasco



NA CADÊNCIA E NA MALÍCIA

(Caio Prado)
Canta: Projeto Nosso Samba

Terra firme, solo fértil
De canções e batucadas
Me finquei feito bandeira

Uma cerva bem gelada
Pra instigar a inspiração
Mais um samba pra rapaziada

Um refrão de improviso
Entre versos, desafio
Só chega quem tem pra mandar

É terreiro que dá gosto
Do mais velho ao mais moço
Na cadência e na malícia

Projeto Nosso Samba...
Projeto Nosso Samba...



terça-feira, 21 de outubro de 2008

PARA RENOVAR AS ENERGIAS*

A semana foi sofrida e dura.
Lutamos muito contra as mãos do feitor
Que com gestos, olhares e desprezo,
Fez da minha cor o motivo da dor.

Fico triste quando vejo na rua
Meu irmão sofrendo com fome e sem emprego
E ouço hipócritas dizerem que vivem do samba, amam o samba...
Mas não gostam do negro.

Espero que um dia isso mude
Como o irmão Malcolm em meus ouvidos ainda prega
E assim, ao invés de ser exceção
Eu faça parte da regra.

Mas hoje o dia é de festa,
Devoção; culto e alegria...
Vou para um Quilombo lá em Osasco
Fortalecer minha negritude para lutar no dia-dia.

Parabéns Projeto Nosso Samba.
Pelos 10 anos de luta, militância, alegria e dor.
Pois com você me sinto poderoso e forte
Decidido a lutar até a morte
Contra as correntes do maldito feitor.


Ricardo Rodrigues (Xirú)

(*) Extraído do Caderno Especial dos 10 anos do PNS

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

É NÓIS GRAÇAS A DEUS!

Nóis temo é qui insurtá.
Fazê da mulecação um grande dispartêio,
Lambê das sopa pelas bêra
Inté nóis chegá prüs meio,
Inchortá os rato morto e as barata tonta,
Lá prüs meio da ribeira podre.
Uns anjo ruim nóis tamém pode,
Esse se encandeia co'a luz d'osotro.
Nóis pode da bica Co'a bica do dedo
Na banda mole
Por debaixo das costa
Qui é lá qui nem num dói
Só pra ziguezagueá
Inté nós chegá prüs meio
Aí nóis se cansa não,
Nóis sorta us ladrão
E injaulêia us primeiro scalão,
Só prêles creditá
Qui si nóis querê, a coisa acontece.
Aí dispois,
Nóis pede
Prú Projeto Nosso Samba,
Cantá a vitória da Cutura Populá.
Dario Bendas

Bertolt Brecht: Poemas 1913-1956 (excerto)

"Quanto mais numerosos os
que sofrem, mais naturais
parecem seus sofrimentos,
portanto. Quem deseja impedir
que se molhem os peixes do mar?


E os sofredores mesmos
partilham dessa dureza
contra si
e deixam que lhes falte
bondade entre si.

É terrível que o homem
se resigne tão facilmente
com o existente,
não só com as dores alheias,
mas também com as
suas próprias.

Todos os que meditaram
sobre o mau estado das coisas
recusam-se a apelar
à compaixão de uns
por outros.
Mas a compaixão
dos oprimidos pelos oprimidos
é indispensável.
Ela é a esperança do mundo"