sexta-feira, 31 de outubro de 2003

50 anos de camisa verde e branco

Dionísio Barbosa, um folião (?), Tobias e Talismã

Neste último dia 04 a escola de samba Camisa Verde e Branco completou 50 anos.No ano de 1914,mais precisamente no dia 04 de Setembro, nasceu o grupo carnavalesco Barra Funda dando origem a escola, Dionísio Barbosa e um grupo de foliões vestiam camisas verdes e calças brancas e juntos animavam o carnaval das ruas do bairro. Por esse motivo, o bloco ganhou o apelido, que mais tarde tornou oficial.

Eles desfilaram até 1936, depois por motivo político fizeram uma longa pausa, sendo reativado no dia 04 de Setembro de 1953, por Inocêncio Tobias que criou o cordão Camisa Verde e Branco. Desde então esta é a segunda escola de samba de São Paulo a ter faturado mais campeonato, contando com um tetracampeonato na história do carnaval, foi no período de 1974 à 1977. O último título da escola foi no ano de 1993, e no ano de 1996 apresentando problemas no carro alegórico perdeu pontos e foi pela primeira vez rebaixada, para o primeiro grupo, mas no ano seguinte fez um ótimo desfile e foi campeã do grupo I e retornando em 98 para o grupo de elite.

Um dos ícones da escola foi o compositor Ideval Anselmo, que nasceu em Catanduva no interior do Estado de são Paulo, ele é considerado dentro da escola o campeoníssimo compositor, totalizando (9) sambas, sendo, (7) sete sambas conquistados seguidamente, e além dele também tinha o grandioso Octávio da silva, mais conhecido por Talismã ou Mumu, este chegou na Barra Funda em 1967 e construiu uma linda história dentro da escola, além do hino da verde e branco Sou verde e Branco e do hino do Carnaval Paulistano A Biografia do Samba, Talismã compôs os seguintes sambas: há um nome gravado na história – 13 de maio, festa das flores, Sonho Colorido de um Pintor, entre outros.■

Por : Sandro Siano
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Fonte : site G.R.E.S.M “Camisa Verde e Branco”.

Grande dama do samba no PNS

Tia Surica.

Se o arauto porventura anunciar à: Iranete Ferreira Barcellos! Decerto, no breve momento antecessor à aparição da mesma, a platéia há de por-se apreensiva e um tanto curiosa então se perguntará: Quem será a proeminente figura, a grande dama?!

Contudo, se ao menos no universo da samba, nada pequeno, a anunciada for: "Surica, Tia Surica!" Aí os amantes do samba, portelenses ou não, render-se-ão à esta que é, incontestavelmente, uma das grandes damas, uma das grandes divas do nosso velho e bom samba, da nossa cultura brasileira e popular.

Essa divina pastora da Águia Alva e Celeste de Madureira, também considerada a memória viva da Velha Guarda e da própria Portela, esteve no domingo 10.08.03 no do Projeto Nosso Samba e quem esteve presente pode apreciar a batucada gostosa e envolvente da roda do, PNS temperada pela bela voz de Tia Surica.

Aos 4 anos de idade, levada por seus pais, desfilou pela 1ª vez na ala infantil das baianas da Portela e nunca mais deixou de sair na escola da qual sente imenso orgulho.

Além de passista, Surica foi crooner e desde 1970, instituída a Velha Guarda, passou a integrá-la. Em 1986 participou da LP Grandes Sambistas, em 1988 participou do disco em homenagem a Paulo da Portela e em 2000 do CD Tudo Azul, sempre com a Velha Guarda da Portela com a qual participou ainda de gravações junto á inúmeros artistas como: Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, e outros mais... Participou ainda dos filmes: Se Tu Fores e Paulinho da Viola: Meu Tempo é Hoje, este de lançamento recente.

Também conhecida pelo talento na arte culinária, é exímia cozinheira (No cardápio, destaque para a feijoada, o mocotó, o angu à baiana e outras iguarias), Surica gosta de dizer: “Eu faço parte do samba e sem ele eu não sou ninguém!” e vem se apresentando tanto com a Velha Guarda como em trabalho solo, representando com muita dignidade à Ele que nos põe, a nós, juntos, reunidos e engajados, a saber: O Samba!

Assim, em nome do Projeto Nosso Samba: SALVE O SAMBA! SALVE A PORTELA! SALVE A VELHA GUARDA DA PORTELA! SALVE TIA SURICA!■
Selito SD
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FONTE: Samba News / Correio Basiliense(site)

O PNS comemora o seu 5º aniversário!

O Projeto Nosso Samba completará 5 anos de existência e a comemoração será no dia 05 de outubro no Centro de eventos Pedro Bortolosso, localizado na Av. Visconde de Nova Granada 11 - KM 18, Osasco. Esta avenida (do viaduto, alça da Rod Castelo Barnco) é paralela à rua São Maurício (onde situa-se o PNS, na sede da S. E. Ponte Preta)

O evento apresentará: o Centro Educacional Gracinha com o espetáculo de Teatro de Sombras "A Luz de Cartola", baseado na vida do mestre Cartola; o grupo Samba-Lenço de Mauá, um dos últimos depositários do samba tradicional paulista; e os homenageados: Seo Hélio Bagunça, Tio Mário Luís e Seo Airton Santa Maria, três baluartes da gloriosa Camisa Verde e Branco; além da grande intérprete Adriana Moreira.

Para essa festa, "imperdível", os convites, individuais, lhe custarão o preço simbólico de R$ 3,00 (três reias), certo? Contamos com sua participação.■

Selito SD

Festa do 5º Aniversário do Projeto Nosso Samba 2

Samba Lenço de Mauá

Tradição: O Samba Rural Paulista

E todo mundo caíu no "samba do pé quebrado"

A continuidadae

A bendeira sempre hasteada

Robério, Selito SD e Pedrinho

Fábio Goulart Ninão, Selito SD e Pedrinho

Festa do 5º Aniversário do Projeto Nosso Samba

Dona Clívia


O Estandarte


Dona Clívia, Lu Santos e Carla Goulart


A Roda de Samba!


Airton Santa Maria e Mário Luís (homenageados)


Airton Santa Maria, Hélio Bagunça e Mário Luís (homenageados)


Em pé: Hélio , Nelson, Airton, Mário e Dadinho
Nos arames: Ricardo, Paulinho e Marcelo


Airton Santa Maria


Mário Luís, Nelsom Primo e Dadinho

David 7 Cordas


Jucélia Pereira (A fotógrafa)


Ah, e o bolo!

domingo, 31 de agosto de 2003

Quem matou Inês: A sina de Inês de Castro

Para acabar de vez com a curiosidade, com a inquietação daqueles que desejam saber a origem do dito popular “Inês é morta”, segue pois um breve texto que visa elucidar o mistério e quiçá despertar o interesse da nossa comunidade em conhecer um pouco mais com o mundo literário:

Filho do Rei Afonso IV e casado com D. Constança, Dom Pedro, Príncipe de Portugal, se apaixonou por Inês de Castro, dama de companhia de sua esposa e filha bastarda de um nobre português. Com a morte de D. Constança, D. Pedro, futuro Rei de Portugal, quis selar seu amor com Inês que fora morar em Coimbra às margens do Rio Mondego. O príncipe pretendia fazer dela sua rainha.

Temendo pela sucessão do trono que seria de seu neto, filho de Constança e insuflado pelos nobres que temiam uma influência castelana, O Rei Afonso IV tenta induzir e conduzir o filho a um casamento que obedecesse às conveniências políticas de Portugal e não ao coração. Para lograr êxito, o Rei manda buscar Inês para que seja executá-la.

Inês é levada com seus filhos perante o Rei por seus terríveis verdugos. Depois de ouvir a sentença, ela ergueu os olhos aos céus e disse:

"Até mesmo as feras, cruéis de nascença, e as aves de rapina já demonstraram piedade com as crianças pequenas. O senhor, que tem o rosto e o coração humanos, deveria ao menos compadecer-se destas criancinhas, seus netos, já que não se comove com a morte de uma mulher fraca e sem força, condenada somente por ter entregue o coração a quem soube conquistá-lo. E se o senhor sabe espalhar a morte com fogo e ferro, vencendo a resistência dos mouros, deve saber também dar a vida, com clemência, a quem nenhum crime cometeu para perdê-la. Mas se devo ser punida, mesmo inocente, mande-me para o exílio perpétuo e mísero na gelada Cítia ou na ardente Líbia onde eu viva eternamente em lágrimas. Ponha--me entre os leões e tigres, onde só exista crueldade. E verei se neles posso achar a piedade que não achei entre corações humanos. E lá, com o amor e o pensamento naquele por quem fui condenada a morrer, criarei os seus filhos, que o senhor acaba de ver, e que serão o consolo de sua triste mãe."

Tocado por essas palavras, o Rei já pensava em absolver Inês, quando os verdugos, que defendiam a execução, sacaram de suas espadas e a degolaram.

Tal fato ocorreu em 1355 e segundo a lenda que D. Pedro, inconformado, mandou vestir a noiva com roupas nupciais, sentou o cadáver no trono e fez os nobres lhe beijarem a mão. A infeliz foi rainha depois de morta, daí falar-se que "agora Inês é morta!".

Na verdade, D. Pedro manda transladar o corpo de Inês do mosteiro com pompas de rainha para o mosteiro de Alcobaça em 1361, quando já era rei. Portanto, seis anos após o assassinato.

Ao subir ao trono D. Pedro conseguiu que outro Pedro, o Cruel, rei de Castela, lhe entregasse os homicidas, que para lá fugiram, pois os dois monarcas tinham um pacto de devolver um ao outro os respectivos inimigos.

Para imortalizar seu amor por Inês, D. Pedro jurou em presença de sua corte que se havia casado clandestinamente com ela, transformando-a, dessa maneira, em rainha após a morte. Desde o século XV até os nosso dias vários poetas homenagearam Inês de Castro. Camões o faz em "Os Lusíadas".
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Fonte: www.secrel.com.br/jpoesia/camoes01.html, 1999.

Cinco anos de vida em prol do samba!

Como cantou Cassiano (os da antiga se lembram) “Mais um ano se passou...” E não é que lá se vai, já, quase um ano! Pois bem. Estamos desde então iniciando a corrida para a preparação da festa do 5º Aniversário do Projeto Nosso Samba de Osasco – um qüinqüênio de vida. Por hora, cabe-nos informar que os preparativos já começaram e que pretendemos obter o mesmo sucesso do evento anterior.

Como da outra vez, haverá homenageados e, decerto, estes serão pessoas ligadas ao universo do samba paulista. Os nomes, estaremos divulgando em momento oportuno e esteja certo(a), você participante das nossas reuniões quinzenais, de tratar-se-ão de baluartes da nossa cultura.
O convite está feito, a data é 05.10.2003 e maiores detalhes serão divulgados no decorrer do tempo que nos separa do grande dia, certo?!? Até!!!

Selito SD

Falece Almir Chediack

Mais uma triste notícia para a música. No dia 25 de Maio, o produtor musical Almir Chediak foi assassinado. Ele que nasceu em 1950, na Cidade do Rio de Janeiro. Com 13 anos de idade já tocava violão, depois de ter estudado com Dino sete cordas. No Centro Musical Almir teve alunos ilustres como: Tim Maia, Gal costa, Nara Leão entre outros.

Em 1984 ele entrou no mercado editorial, lançando o dicionário de acordes cifrados. Três anos depois, fundou a Lumiar, sua própria editora, que tornou-se sinônimo de publicação de Song books.

E assim a música fica órfã de um grande músico, professor, empresário e historiador. E fica aqui expresso o sentimento do Projeto Nosso Samba de Osasco.

segunda-feira, 30 de junho de 2003

Morre Seu Argemiro do Patrocínio*

Seu Argemiro (à esq.) c/ Seu wilson Moreira

O samba perdeu neste último 22 de Maio o do Patrocínio mais conhecido como seu Argemiro. Ele que nasceu em 28 de junho de 1922, no subúrbio do Rio de Janeiro, descendente de um casal de mineiros, natural de Barbacena, quando jovem integrou na famosa bateria da Portela.

Ao entrar para a Velha Guarda, a convite de Alvaiade, encontrou-se com outro pandeirista emérito, o saudoso Alberto Lonato, com quem formou dupla histórica, pela maneira de tocar o instrumento. Com 56 anos de idade começou a notabilizar-se como compositor. Foi parceiro de Casquinha em “A chuva cai” e “Gorjear da passarada”; com Maia fez “Atenda o apelo” e “Que lugar”; com Alberto Lonato, “A saudade me traz” e a música “Dancei” fez com ele mesmo, “entre tantos outros parceiros”. Teve músicas gravadas por Beth Carvalho, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho e Marçal, entre outros.

Ele que foi um galante conquistador, dono de uma fina ironia, com o bom humor incansável e elegância natural, antes de dedicar-se exclusivamente a música, exerceu a profissão de ajudante de mecânico de refrigeração e ajudante de laboratório. Trabalhou em uma loja de eletrodomésticos, de onde foi demitido por ter faltado ao trabalho para participar de uma festa na casa de Madalena Xangô de Ouro.

Esse veterano portelense pertenceu durante muitos anos à bateria da escola. Exímio pandeirista, dizia sem modéstia: “No pandeiro, não tenho sucessor dentro da velha guarda. Não há quem bata no pandeiro do meu jeito. Havia bons pandeiristas na Portela: o Neco e o Júlio. Na Velha Guarda, eu e o Alberto fazíamos uma dupla que funcionava como um surdo de marcação e outro de resposta”.

Embora reconheça o mérito e a autenticidade da Velha Guarda, seu Argemiro foi cético em relação ao futuro da Portela: "A Velha Guarda da Portela é a única velha guarda do Rio. Já a Portela, vai de mal a pior. Não tem mais empolgação, Harmonia. É preciso garimpar bons elementos. Há ouro, mas não há garimpeiro”.

No ano passado em 2002, quando comemorou o seu octogésimo aniversário, a obra e a voz aveludada de Argemiro Patrocínio, antes só registradas em ocasiões esporádicas, recebeu finalmente uma justíssima homenagem a seu grande talento, o destaque de uma obra solo.

Sandro Siano
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(*) Fonte: Livro "A velha Guarda da Portela.

Considerações sobre o 13 de maio

A partir das supracitadas Leis Abolicionistas internacionais nos é possível perceber que a nossa Lei Áurea não foi, em momento algum, um ato de benevolência de nossa “linda e bondosa” princesa Isabel. Tratou e isso sim, do “final” de um processo que envolveu uma intensa e sangrenta luta por parte dos negros, desde o momento de sua chegada a esta terra como escravos.

Foi a partir do Século XIX com o advento da Revolução Industrial (ascensão burguesa) que teve em solo inglês a sua consolidação e em conseqüência a mudança do modo de produção que as coisas começaram a mudar.

Com o surgimento da Indústria, do trabalho livre assalariado, veio uma nova ordem à qual, gradativamente, o mundo teve que se adaptar. A Inglaterra, então, a grande potência determinava o rumo das coisas. Assim, sendo o Brasil, ao final dos oitocentos, o único país a manter o regime escravocrata, passa a sofrer uma enorme pressão para se adequar ao novo status.

Ressalte-se que, paralelamente e em prol da abolição, travavam duras batalhas segmentos da sociedade que tinham os mais variados interesses (uns humanos, outros nobres e ainda uns nem humanos e nem nobres). E, claro, os negros cativos, livres, alforriados, fugidos, etc.

A história é longa. Por hora fico por aqui, mas deixando estes poucos, toscos e aglomerados conjuntos de palavras para reflexão.
Selito SD